O Sistema ‘Mapa da Crise’, decorrente da metodologia do Planejamento Estratégico Situacional (PES), de autoria do economista Carlos Matus, conduziu o trabalho desenvolvido pelos integrantes da 1ª Rodada Regional, na quinta (2). Participou deste primeiro encontro AFRs das DRTs de Jundiaí (DRT-16) e Campinas (DRT-5).

A criação do mapa (acesse aqui a versão digital) resultou do trabalho do grupo de AFRs que, por vários meses, reuniu-se na Afresp para discutir os problemas que envolvem o Fisco Estadual e dos inúmeros contatos estabelecidos com agentes externos.

Baseado na declaração inicial de um problema, o mapa parte do seguinte pressuposto: a sistemática do ICMS prejudica o desempenho da economia, onera excessivamente o contribuinte e fragiliza a administração tributária. Problema tal, que é endêmico ao sistema tributário nacional,aflige o dia a dia na gestão do tributo.

Os participantes da 1ª Rodada, atentos à apresentação do Diretor de Assuntos Estratégicos, José Roberto Soares Lobato, conheceram a arquitetura do mapa e verificaram que há, em sua estrutura, regras, acumulações e fluxos, divididos por categorias, que elencam um conjunto de causas ao problema tributário atual.

Todos esses fatores corroboram o surgimento de indicadores (custo de conformidade elevados, cumulatividade excessiva, neutralidade quebrada, etc), elencados pelo ‘Vetor Descritor do Problema’ (VDP), uma espécie de vetor de evidências da crise tributária. O mapa também apresenta, ao final, as consequências (enfraquecimento da economia, capacidade de ação debilitada do Estado, imagem pública do fisco desgastada, entre outras), que é o resultado sintomático das ações executadas anteriormente.

Após a apresentação dessa estrutura, os AFRs, atentos à mediação dos consultores da Dorsey & Rocha Consulting, são conduzidos a dinâmicas sobre as causas e soluções para crise.

Plataforma colaborativa

Todo o registro das discussões realizadas entre as DRTs será feito por meio de um sistema desenvolvido em plataforma colaborativa, cujo objetivo é formar um amplo acervo da visão da classe sobre os problemas e suas propostas de superação. Esse acervo possibilitará identificar, a partir da atuação dos AFRs, as causas da crise, de um lado, e as possíveis soluções, de outro.

A administração digital do Sistema “Mapa da Crise” ficará sob a responsabilidade da Afresp, com a participação dos representantes regionais eleitos nas Rodadas.

O Sistema “Mapa da Crise” ficará aberto para receber contribuições dos AFRs, inclusive dos que não participaram das Rodadas Regionais, durante todo o período transcorrido da realização da Rodada até a realização do Workshop, que antecederá o Seminário Internacional.

Terminado o período do projeto, o sistema será transferido para a Secretaria da Fazenda, que poderá fazer uso de seu conteúdo para suas ações futuras.

Conheça o PES

O Planejamento Estratégico Situacional* foi desenvolvido pelo chileno, Carlos Matus, na década de 70. A intenção era criar um método mais flexível, de maneira a trabalhar o impacto dos problemas sociais na administração pública. Nele, a realidade deve ser acompanhada e quando houver qualquer mudança na situação atual, o plano deve ser ajustado.

O PES também pode ser equiparado a um jogo de xadrez, em que é elaborado sob o ponto de vista de um dos jogadores (eu), que deve jogar com o ”outro”. Cada jogada possui uma tática, antecedida por uma análise situacional, a fim de se buscar a jogada mais efetiva. O objeto do plano não é passivo e também pode realizar suas próprias jogadas.

*Fonte: Planejamento Estratégico Situacional, de Itiro Lida. Acesse: http://www.scielo.br/pdf/prod/v3n2/v3n2a04.pdf